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Mensagem psicografada publicada pela FEB

Aqui, forja-se a constelação de esperança que irá formar fonte inesgotável de bênçãos em favor do nosso Brasil.

Somos sementeiras que fortalecem o Bem, que é e sempre será o reflexo da vontade do Criador, nos mundos infinitos que compõem o universo.

A consciência de realização individual que projeta prosperidade, entre os filhos de Deus, constrói a nação espiritual, onde nos encontramos atualmente encarnados.

Aqui, o Cruzeiro do Sul brilha vibrante de forma a levar para todos os presentes a fulgurante imagem da cruz bendita, a nos fazer lembrar que o servir é nossa bandeira maior.

Hoje aqui, e nos dias que antecederam, tivemos o sentimento da gratidão vibrando no coração de inúmeros espíritos que puderam ser resgatados das zonas mais comprometidas do orbe, promovida em função da alegria e do amor que foi construído e vivenciado por todos aqui reunidos.

Lembremo-nos que Jesus é o comandante deste planeta e roga-nos nesse momento, por irradiação do pensamento maior, que intentemos para manter em altaneira posição a bandeira do emissário Ismael, Deus-Cristo-Caridade.

Não podemos deixar de colocar que os frutos citados só aconteceram porque alguns se dispuseram a lutar pelo bem comum, esquecendo de suas querências e fazendo prevalecer a caridade real.

A nossa nação destaca-se entre aquelas que se esforçam a construir o futuro em que o sentimento maior do amor seja vivido por toda humanidade.

A missão de suportar as tribulações refletir-se-á quando exaltarmos a convivência de paz em cada momento da existência. O Coração do Mundo começa em nós.

Brasil, Terra abençoada que nos deu moradia. Brasil, solo fértil dos sentimentos nobres. Brasil, pátria que proporciona às grandes individualidades da terra a oportunidade de servir incondicionalmente.

Por Jesus, por Ismael e em nome de todos espíritos espíritas aqui reunidos, desejamos a todos PAZ.

Pedro de Alcântara
(Mensagem psicografada em 14/10/2018, no 5º Congresso Espírita do Estado do Rio de Janeiro, pelo médium Alexandre Pereira)

O Museu do Rio de Janeiro

Por Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

Todos nós, brasileiros, lamentamos profundamente o esperado incêndio do museu histórico do Rio de Janeiro, responsável por 200 anos de brasilidade, sob vários aspectos.

Narra a imprensa que a questão de segurança vinha sendo debatida desde há muito, sem que as necessárias providências fossem tomadas com seriedade, o que facultou a terrível catástrofe.

Enquanto as labaredas consumiam parte da nossa história, não nos foi possível ficar indiferentes àquela consumpção decorrente da irresponsabilidade humana. Recordo-me de quando Hitler em 1933 celebrou com os seus asseclas a queima dos livros escritos por judeus, iniciava, dessa forma, a futura cremação de seres humanos nos seus campos de trabalhos forçados e câmaras de gás…

Visitando Dachau, lembro-me de uma frase de grande poeta ali exposta: “Quando se queimam livros, mais tarde se queimarão seres humanos”. Era uma profecia macabra que se fez real e chocou a humanidade.

A história de uma nação é a sua alma, são os seus feitos, suas glórias e quedas, suas experiências vitoriosas ou infelizes, páginas vivas que contribuirão em favor do seu e do futuro do povo.

Milhões de documentos valiosos transformaram-se em cinza, e hoje permanece o esqueleto carbonizado do edifício grandioso, que um dia foi residência da família real que governou o País.

Nunca mais será possível recuperar-se qualquer peça, porque nenhuma providência foi tomada, mesmo durante o incêndio, para ser salva.

Os que viram o fogaréu ficaram imobilizados…

Tive ocasião de visitar Oradour, cidade francesa que os nazistas destruíram durante a Segunda Guerra Mundial, por falso motivo de receber e esconder partisans (guerrilheiros patriotas), não deixando vivas sequer as plantas. A cidade fora cercada e aniquilada com todos os seus habitantes e animais. Posteriormente, o general Charles de Gaulle, ao tornar-se presidente da França, tornou-a patrimônio da humanidade através da Unesco, como lição viva da barbárie humana.

Quantos extraordinários documentos desapareceram para sempre, fotografias, pinturas, trabalhos científicos e peças de arte foram consumidos, deixando-nos ignorantes da própria história.

As futuras gerações estarão órfãs desde agora de poderosas e legítimas fontes de informações a respeito do belo país em que renasceram.

O Brasil, dizem muitos notáveis periodistas, é “um país sem história”, o que se torna lamentável, considerando-se a sua grandeza e o seu destino espiritual e cultural.

Que a infeliz ocorrência pelo menos sirva de advertência às autoridades responsáveis por outros patrimônios vivos desta grandiosa pátria do Cruzeiro do Sul, fadada à construção de uma sociedade justa e plenamente feliz.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 06-09-2018.

Dias de caos, por Divaldo Pereira Franco

Democracia constitui o mais audacioso e nobre estado de liberdade para a governança de um povo. Acostumadas as criaturas aos regimes arbitrários e violentos, acreditam que o direito da força é capaz de substituir a força do direito, e normalmente derrapam no cerceamento das liberdades de pensar, de agir, de contribuir em favor da coletividade.

De igual maneira os regimes totalitários utilizam-se da fragilidade e ignorância do povo para instalar-se, mediante promessas de suborno das consciências e de falsa igualdade de direitos, estimulando as classes menos favorecidas para a fidelidade, oferecendo-lhes migalhas, enquanto se locupletam no abuso do poder e da indignidade, mantendo a miséria moral, social e econômica.

A comodidade, fruto inevitável do desconhecimento dos direitos à cidadania, acredita-se feliz com os parcos recursos que lhe são fornecidos pelo Estado delinquente, e homenageia os seus ditadores como sendo salvadores dos seus problemas.

É muito mais fácil oferecer-se “pão e circo” às massas do que dignidade aos indivíduos.

A situação lamentável em que se encontra a sociedade brasileira neste momento, resulta, sem dúvida, da negligência dos governantes anteriores que estabeleceram leis injustas e inadequadas para manter-se no poder, pensando somente nos seus e nos interesses dos partidos aos quais pertencem.

Esses administradores infiéis contam com o apoio dos enganados que se fanatizam e somente pensam nas miseráveis compensações que recebem, levando a nação ao caos da desordem e do sofrimento. Nesse clima de instabilidade e desconforto encontram-se os vírus das desoladoras revoluções e desastrosas soluções para pior.

Este é um momento muito grave, talvez dos mais difíceis para a nacionalidade brasileira.

Não é momento para humor, mas para a busca de soluções legais, a fim de que se voltem a instalar a serenidade e o respeito aos códigos que vigem em toda sociedade democrática.

Quando, porém, o desprezo pelas leis e a corrupção se instalam nas altas cortes da administração, que deveriam pautar a sua conduta pelos estatutos da dignidade, o problema faz-se mais grave, exigindo que o povo venha às ruas impor o cumprimento dos deveres por aqueles que devem zelar pela honradez da sociedade.

Não foram outros os motivos que derrubaram a Bastilha em 14 de julho de 1789 e deram início à Revolução Francesa, que também derrapou nos tremendos crimes do denominado período do terror.

O Brasil, que possui tradições cristãs arraigadas e que sempre se caracterizou pelos valores da paz, deve repetir neste momento o gesto corajoso de enfrentar os dislates da corrupção e exigir imediata reforma nacional para restabelecer a paz e o progresso.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 30.05.2018.

Divaldo Pereira Franco é professor, médium e conferencista.