Associação Espírita Anjo Gabriel

Filial de Santos - Fundada em 26 de junho de 1921

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O Movimento Espírita

Movimento Espírita é o conjunto das atividades que têm por objetivo estudar, divulgar e praticar a Doutrina Espírita, contida nas obras básicas de Allan Kardec, colocando-a ao alcance e a serviço de toda a Humanidade.

As atividades que compõem o Movimento Espírita são realizadas por pessoas, isoladamente ou em conjunto, e por Instituições Espíritas.

As Instituições Espíritas compreendem:

Allan Kardec sintetiza o espírito da atividade de unificação ao asseverar claramente, no item 334, do Capítulo XXIX, de “O Livro dos Médiuns”, discorrendo quanto à conveniência da multiplicação dos grupos espíritas, que “Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã”.

Hoje em dia e mais do que nunca, torna-se imprescindível um maior relacionamento entre as Instituições Espíritas, para que haja entre elas a salutar troca de experiências no campo doutrinário, beneficente e até mesmo administrativo, através das quais as próprias Instituições serão beneficiadas com o acervo das conquistas de suas co-irmãs nesses diversos setores de atuação.

Da mesma forma que cada Centro Espírita depende do aperfeiçoamento moral de cada um de seus membros e da respectiva participação nas suas diversas atividades, a atividade de unificação depende também de cada Centro Espírita, da sua participação e conseqüente integração nos órgãos de unificação local, regional ou central. Isso equivale a dizer que o organismo federativo espírita depende da inter-relação de todas as suas células vitais, para a sua existência e auto-sustentação.

O resultado, portanto, dessa aproximação e convivência fraterna, acarretará, inevitável e forçosamente, o progresso das Instituições e, em conseqüência, o fortalecimento do movimento de unificação. Por isso mesmo, todo Centro Espírita, organizado de acordo com a Codificação do Espiritismo deverá aderir, filiar-se ou unir-se ao órgão de unificação do Movimento Espírita, no seu Estado.

1 - Vantagens da Integração do Centro Espírita nas Atividades de Unificação
a) Aproxima os Espíritas para que melhor se conheçam e mais se confraternizem;
b) torna estável, homogêneo e eficaz o Movimento Espírita. “Dez homens sinceramente ligados por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendem.” (Allan Kardec);
c) trocar experiências e conhecimentos em todos os aspectos do Movimento Espírita;
d) aperfeiçoar progressivamente todos os setores das atividades espíritas;
e) tornar o Movimento Espírita uma força social cada vez mais útil e mais eficiente para a evolução humana, no sentido espiritualista e fraterno;
f) concorrer eficientemente para o desaparecimento do personalismo individual ou de grupos no meio espírita, facilitando o desenvolvimento da humildade e da renúncia tão necessárias para a estabilidade dos trabalhos coletivos e para a vivência da felicidade permanente;
g) garantir a independência do Movimento Espírita e sua auto-suficiência em todos os seus setores de atividades, em qualquer época e em qualquer circunstância;
h) preservar, com segurança, a pureza da Doutrina Espírita e dar cabal desempenho às finalidades da Terceira Revelação;
i) afinar o Movimento Espírita para uma sintonia cada vez mais perfeita com as forças espirituais que dirigem o Planeta e, em particular, o próprio Movimento Espírita;
j) fortalecer o Movimento Espírita, de forma consciente e permanente, para que possa superar os naturais obstáculos à difusão da Doutrina Espírita.

2 - Conseqüências da Integração do Centro Espírita nas Atividades de Unificação
a) Beneficia-se das experiências, atividades e realizações das demais Instituições Espíritas;
b) colabora com o desenvolvimento das demais Instituições, direta ou indiretamente;
c) contribui para uma definição do Movimento Espírita perante as demais correntes religiosas, a opinião pública e os poderes constituídos.

Notas
1 – É importante ressaltar que a direção coletiva, como preceitua Allan Kardec, deverá ter autoridade estritamente moral e não disciplinar. Cada parte componente do todo continua livre, vivendo os ideais de seus estatutos e de suas programações, dirigindo-se por si mesmas (“Obras Póstumas”, 17ª edição FEB, p. 357);
2 – a direção coletiva estuda, conclui, sugere, aconselha, propõe, mas não impõe e nem absorve. A adesão deve ser sempre voluntária e consciente, devendo todos concorrer para a direção coletiva, direta ou indiretamente;
3 – a ação federativa far-se-á sempre no sentido da aproximação fraterna das Instituições Espíritas que mantenham atividades doutrinárias em conformidade com a Codificação do Espiritismo, objetivando a troca de experiências e, acima de tudo, o fortalecimento do Movimento Espírita.
Fonte: Federação Espírita Brasileira e Portal do Espírito