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Alerta, por Divaldo Franco

Vivemos dias muito difíceis e desafiadores para o comportamento ético. Uma onda de loucura varre a sociedade que parece haver perdido o rumo. Agressividade e angústia são os efeitos do desconforto moral que assola, como insatisfação e desconfiança.
Os distúrbios morais e condutas alucinadas tornam-se efeitos imediatos do vazio existencial, que domina o mundo intelectualizado e sob o controle da tecnologia de ponta.
As notícias velozes apresentam maior índice de desespero e crime, de descontrole comportamental que portadoras de esperanças apaziguadoras. A cada instante estoura um escândalo mais perturbador do que aquele que o precedeu.
A visão do futuro é pessimista e a necessidade de gozar de imediato é cada vez mais imposta pelas circunstâncias aziagas.
Pergunta-se o que está acontecendo com a criatura humana? Quais os valores éticos que podem servir de sustentação íntima, neste momento de indecisões e aventuras?
O ser humano é algo mais do que a argamassa celular, e enquanto a conduta materialista domine-lhe o pensamento, somente lhe são válidos o prazer sensual, hedonista e o exibicionismo egoico, mediante os quais se apresenta, ocultando os conflitos que o atormentam.
Ninguém consegue ser pleno, enquanto esteja sob a constrição narcisista que o afasta da convivência social ou propele-o com propósito exibicionista.
Faz-se necessária reflexão em torno do sentido da vida, que tem caráter de imortalidade.
Embora os esforços contrários do materialismo e do utilitarismo, o ser é indestrutível, tornando-se fundamental a sua conduta intelecto-moral durante a jornada terrestre.
Os fatos imortalistas são comprovados amiúdo em toda parte, demonstrando a grandeza da vida e o sentido existencial.
A nova é a mesma ética platônica a respeito do dever retamente cumprido, que faculta a consciência de paz e a solidariedade como forma digna de sobrevivência.
Ninguém consegue ser feliz isolado, tampouco no tumulto das paixões asselvajadas.
A evolução antropológica vem erguendo o ser humano das exclusivas manifestações dos instintos primários para as experiências da emoção superior, à medida que avança com a tecnologia para a condição de homus virtualis, no qual praticamente nos encontramos.
Mesmo os indivíduos que não têm formação espiritualista ou não a desejam, faz-se-lhes urgente a mudança de conduta em forma de equilíbrio e respeito à vida nas suas diversas expressões, como manifestação de cultura e de sabedoria.
A vida humana é o período evolutivo mais nobre do processo evolutivo, que não lhe constitui etapa final.
O nosso alerta baseia-se na experiência do equilíbrio moral e comportamental, construindo uma sociedade pacífica e edificante.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 7 de fevereiro de 2019.

Anjo prorroga Feirão do Livro Usado

Devido ao sucesso do Feirão do Livro Usado, a Associação Espírita Anjo Gabriel repetirá o evento na próxima segunda-feira, 18 de fevereiro, a partir das 18h30, na sede da instituição, localizada à Rua José de Alencar, 09, ao lado da Vila Belmiro, em Santos (SP). A entrada é gratuita e os livros terão valor máximo de R$5, que poderão ser pagos em dinheiro ou cartão de débito.

O propósito do evento é angariar fundos para a manutenção da casa.
As principais obras disponíveis na feira serão da literatura Espírita. O acervo possui livros de estudo, auto-ajuda e romances, de autores como Francisco Cândido Xavier, Richard Simonetti, Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, Zíbia Gasparetto, Marcelo Cezar, Mônica de Castro, entre outros. Também estarão à venda livros não espíritas.

Atualmente, a principal atividade beneficente da associação é a produção e montagem de enxovais de bebê para famílias de baixa renda da região da Baixada Santista. Mais de 100 enxovais são doados todos os anos nesses 25 anos de projeto.

Confira os horários de funcionamento e programação completa da instituição no site www.anjogabrielsantos.org.br, ou pelo Facebook (www.facebook.com.br/aeag.santos).

Feirão do Livro Usado acontece na segunda (11)

No próximo dia 11 de fevereiro (segunda-feira), a Associação Espírita Anjo Gabriel promoverá o Feirão do Livro Usado, a partir das 18h30, na sede da instituição, localizada à Rua José de Alencar, 09, ao lado da Vila Belmiro, em Santos (SP). O objetivo do evento é angariar fundos para a manutenção da casa. A entrada é gratuita e os livros terão valor máximo de R$5, que poderão ser pagos em dinheiro ou cartão de débito.

As principais obras disponíveis na feira serão da literatura Espírita, de autores como Francisco Cândido Xavier, Richard Simonetti, Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, Zíbia Gasparetto, entre outros. Também estarão à venda livros não espíritas, enciclopédias, livros de receitas, auto-ajuda, etc.

Atualmente, a principal atividade beneficente da associação é a produção e montagem de enxovais de bebê para famílias de baixa renda da região da Baixada Santista. Mais de 100 enxovais são doados todos os anos nesses 25 anos de projeto.

Outra maneira de contribuir com o Anjo Gabriel é fazendo doações de roupas de bebê, preferencialmente novas, para confecção dos enxovais, bem como doações monetárias, que podem ser feitas diretamente na conta da instituição.

Confira os horários de funcionamento e programação completa da instituição acessando nossa agenda.

Associação Espírita Anjo Gabriel
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1613
Conta: 174-0
CNPJ: 62816871/0004-88

Jesus é a solução, por Divaldo Franco

Vivemos um momento sociocultural dos mais graves na história da humanidade. Filosofias variadas ao lado da ciência e da tecnologia de ponta têm apresentado comportamentos variados que ainda não conseguiram tornar a criatura terrestre verdadeiramente feliz.

Pelo contrário, as fórmulas propostas por serem complexas algumas e outras banais, exigem demasiada ansiedade ou nenhuma responsabilidade, dando lugar a lutas íntimas que atormentam antes e depois de fruído o prazer, confundido com felicidade.

O hedonismo predomina em quase todos os rincões da convivência, e logo passadas as sensações que invariavelmente proporciona, tormentoso vazio existencial apodera-se dos sentimentos amargurados.

Indispensável que uma proposta ética de sabor imortal seja introjetada no ser moderno, de forma que o seu foco existencial não seja o puro e simples gozar. Nesse sentido, avulta-se o pensamento de Jesus, não apenas como o do Homem que dividiu a História, mas, sobretudo, pelo significado dos Seus conteúdos.

Algumas doutrinas religiosas do passado, assim como de hoje, preocupam-se com o Ser teológico, místico, diante da realidade asfixiante do momento. Esqueceram-se de que também no Seu tempo, guardadas as distâncias de ocasião e de lugar, Ele exerceu sobre as massas uma influência libertadora inimaginável, ensinando que no amor, que transcende os interesses mesquinhos de trocas e compensações, encontra-se a verdadeira plenitude.

Isto porque o sentido da vida não se extingue na sepultura onde tudo se aniquilaria, demonstrando a inutilidade de um comportamento saudável e afetuoso. A vida é indestrutível, alterando somente a forma pela qual se expressa. O corpo é uma veste do Espírito, assim como o pensamento, acionando-lhe os neurônios, se expressa no corpo material.

A energia pensante através dos impulsos elétricos nos axônios decodifica a onda mental que prossegue, mesmo quando esses degeneram e morrem. A mente é exteriorizada pelo Espírito que é o princípio inteligente do Universo, conforme eles próprios responderam, quando interrogados por Allan Kardec, podendo existir sem o corpo embora este não possa viver sem ele.

A Natureza não gastaria dois bilhões e duzentos milhões de anos na elaboração do ser humano, seguindo um projeto completamente organizado em incontáveis detalhes, para depois destruir ou transformá-lo em nada.

Esse planejamento, o mais notável que se conhece, é o coroamento do processo evolutivo universal. Ademais, em todos os tempos sempre houve manifestações post mortem, demonstrando a sobrevivência do Espírito à disjunção molecular.

Adquirindo-se a certeza dessa realidade, imediatamente ocorre ao pensamento, como viver-se para experimentar-se bem-estar antes e depois da morte física. De imediato, o amor responde a todas interrogações, conforme viveu e ensinou Jesus pelo exemplo que permanece como soberano código para a conquista da plenitude. Trata-se, portanto, de um comportamento filosófico e não apenas religioso como se apregoa incessantemente. Essa lição está na base de todas as religiões e mesmo fora delas, como diretriz de segurança para as criaturas humanas durante a trajetória terrestre.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 24 de janeiro de 2019.

Amor aos animais, por Divaldo Franco

Em um governo do passado, um dos seus ministros conduziu, oportunamente, um cão ao veterinário em carro oficial. Surpreendido por um repórter, este advertiu-o sobre a irregularidade que estava cometendo, e o mesmo respondeu enfático: – Os cães também são gente!

Acredito, pessoalmente, que o Sr. Ministro quis dizer que os animais também merecem o tratamento dado às criaturas humanas.

De imediato, foi ironizado e tornou-se motivo de troça.

Se ainda estiver reencarnado, ele poderá esclarecer que os animais estão sendo mais bem tratados do que os seres humanos.

O amor aos animais demonstra uma grande conquista pela sociedade, em razão do respeito à vida em todas as suas expressões.

Os animais merecem as mais carinhosas expressões de ternura e cuidados na condição em que estagiam.

Francisco, o santo de Assis, assim o fez, inclusive ao então terrível lobo de Gúbio. Entretanto, forçoso é considerar, como ocorre em todas as ideias que se transformam em tendência, isto é, se fazem voga, que nelas surgem comportamentos extravagantes.

Os animais, quando domesticados, tornam-se excelentes companheiros de pessoas enfermas, solitárias, portadoras de conflitos, inclusive depressão, autismo, síndrome de Down e outros problemas.

A solidão também requer muito o amor dos animais, tornando-os verdadeiros amigos e companheiros.

No entanto, em uma civilização na qual a miséria moral é muito grande, dela decorrendo a miséria socioeconômica, os excessos nos cuidados aos animais tornam-se uma afronta ao sofrimento dos invisíveis, que se tornam desagradáveis, desprezados e, não raro, perseguidos.

É compreensível que, através do amor, que deve viger entre as criaturas, este se expanda aos animais, aos vegetais, à natureza que nos mantém vivos e, ingratamente, a destruímos.

Substituir o afeto de um ser humano pelo de um animal é lamentável, porque os dois não são incompatíveis. Pode-se amar o gênero humano e também o animal, com o mesmo calor emocional e cuidado.

Algumas pessoas, sofridas e solitárias, referem-se que preferem amar aos inocentes animais do que aos indivíduos conscientes, que traem, magoam e são indiferentes aos seus padecimentos.

Não me parece feliz a troca afetiva, porque o instinto de preservação da vida também se encontra nos animais e, graças ao instinto, em algumas vezes sucedem graves acontecimentos entre esses e os seus cuidadores.

É inegável que tentar transformar um animal em um ser humano, por mais se cuide de trabalhar esse requisito, jamais se conseguirá. Entretanto, o amor que lhe seja dedicado é um passo gigantesco na afetividade que um dia será dirigida às criaturas humanas.

A evolução é inevitável e a força do amor invencível.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 29 de novembro de 2018.

Efeméride: Fundação da Federação Espírita Brasileira (FEB)

São comemorados em 2 de janeiro os 135 anos de fundação da Federação Espírita Brasileira (FEB). Em 1884 a FEB passou a funcionar na residência de seu fundador, Augusto Elias da Silva, no Rio de Janeiro. A Federação Espírita Brasileira tem como objetivo oferecer a Doutrina Espírita ao ser humano por meio do seu estudo, prática e difusão, pela união solidária dos espíritas e unificação das instituições espíritas, contribuindo para a formação do homem de bem.

Fonte: Federação Espírita Brasileira (FEB)
www.febnet.org.br

Visão Espírita do Dia de Finados

O dia 2 de novembro, feriado de finados no Brasil, é dedicado a homenagear aqueles que não estão mais entre nós fisicamente. Com respeito aos credos e manifestações religiosas diversas, aos estudiosos da Doutrina Espírita é um dia comum, uma vez que compreendem que as homenagens aos entes queridos podem ser prestadas a qualquer momento ou em qualquer lugar. “Por isso, o dia de finados não é mais importante, para os desencarnados, do que outros dias. A diferença entre o dia de finados e os demais dias é que, naquele, mais pessoas chamam os Espíritos pelos pensamentos” explica Christiano Torchi, no livro Espiritismo Passo a Passo com Kardec. Para o Espiritismo, a postura que devemos adotar em homenagem aos nossos antepassados é a mesma de respeito para com qualquer pessoa encarnada. Preces e pensamentos de carinho são muito válidos para os entes que já não estão fisicamente entre nós.

Livros espíritas esclarecem sobre o além-túmulo

A literatura espírita tem um vasto e rico material de consulta e esclarecimento sobre o que acontece depois da morte. Listamos algumas obras básicas:

– Nosso lar, pelo Espírito André Luiz, pelo médium Francisco Cândido Xavier: Após uma doença, o médico André Luiz desperta em um ambiente sombrio e desconhecido. Pouco tempo depois é levado à colônia espiritual Nosso Lar, um lugar que nunca imaginou existir e que, ao mesmo tempo, é tão semelhante à Terra. É nesta região de cura, aprendizado e constante trânsito que André Luiz passa a entender que existe uma realidade à nossa espera após a morte, uma nova forma de viver que representa apenas o início da jornada. Este é o primeiro livro da coleção A vida no mundo espiritual, na qual o Espírito André Luiz transmite observações e descobertas sobre a região espiritual, repleta de intensas atividades, em que se localiza, como modelar organização, a colônia Nosso Lar, onde Espíritos procedentes do plano terrestre passam por recuperação e educação espiritual antes de continuar seus caminhos.

– E a vida continua, pelo Espírito André Luiz, pelo médium Francisco Cândido Xavier: No 13º volume da Coleção A vida no mundo espiritual, o Espírito André Luiz apresenta as histórias de Ernesto e Evelina, indivíduos adoentados que se conhecem às vésperas de serem submetidos a cirurgias de alto risco. Ele, um livre-pensador maduro; ela, uma jovem e fervorosa esposa católica. Logo, ambos descobrirão que a enfermidade que compartilham é apenas o início de uma incrível trajetória de amor, amizade, esperança e fé, rumo ao progresso e à realização espiritual. Trata-se de um livro que apresenta o retrato da criatura ao desencarnar e mostra como a vivência dos habitantes do plano espiritual está relacionada com sua condição mental, além de ensinar a importância da prática da reforma íntima, na certeza de que a vida continua além da morte, permitindo que cada um de nós seja capaz de traçar novas diretrizes para sua própria conduta.

– A Crise da Morte, de Ernesto Bozzano: A vida continua além do túmulo? Nesta obra o autor analisa, compara e comenta os testemunhos vindos do mundo espiritual. Traça orientações sobre os objetivos de existência física, as bases da moral e dos deveres do homem na decisão do seu futuro. Ler esta obra é confirmar as realidades de uma outra existência, de um mundo extra físico, cujas condições, para cada um de nós, sempre dependerão do modo por que nos conduzimos moralmente enquanto Espíritos encarnados.

– Depois da morte, de Léon Denis: O que ocorre depois da morte? A fim de responder a esta pergunta, o grande estudioso francês propõe profundas reflexões filosóficas e analisa premissas de religiões remotas para falar diretamente ao coração dos homens e provocar indagações. Considerando o Espiritismo uma crença baseada em fatos, o autor, que foi contemporâneo de Allan Kardec, apresenta a Doutrina Espírita como instrumento para esclarecer o passado, iluminar antigas informações, unir diretrizes que, à primeira vista, pareciam totalmente contraditórias e abrir a mente e o espírito da Humanidade para uma nova caminhada de conhecimento.

– O Além e a Sobrevivência do Ser, de Léon Denis: O que acontece com aqueles que nos deixam por meio da morte? Embasado por investigações e experiências de cientistas renomados o autor busca comprovar a continuação da existência do espírito após a morte. A obra contém relatados dos espíritos comprovados por procedimentos científicos e experimentais, com o objetivo de formar uma ideia precisa da sobrevivência do ser e assegurar a necessidade do trabalho e da responsabilidade que o homem carrega dentro de si.

Efeméride: Nascimento de Meimei

Irma de Castro Rocha, conhecida como Meimei nasceu em Mateus Leme (MG) no dia 22 de outubro de 1922 e desencarnou em 1º de outubro de 1946. Reconhecida por sua brandura, inteligência e amor às crianças, Meimei é homenageada por muitas instituições espíritas que adotam o seu nome.  Ditou vários livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, entre eles: Pai Nosso e Cartilha do Bem e atua, da Espiritualidade, no acompanhamento de ações de amparo e orientação às crianças.

Fonte: Federação Espírita Brasileira (FEB)

Mensagem psicografada publicada pela FEB

Aqui, forja-se a constelação de esperança que irá formar fonte inesgotável de bênçãos em favor do nosso Brasil.

Somos sementeiras que fortalecem o Bem, que é e sempre será o reflexo da vontade do Criador, nos mundos infinitos que compõem o universo.

A consciência de realização individual que projeta prosperidade, entre os filhos de Deus, constrói a nação espiritual, onde nos encontramos atualmente encarnados.

Aqui, o Cruzeiro do Sul brilha vibrante de forma a levar para todos os presentes a fulgurante imagem da cruz bendita, a nos fazer lembrar que o servir é nossa bandeira maior.

Hoje aqui, e nos dias que antecederam, tivemos o sentimento da gratidão vibrando no coração de inúmeros espíritos que puderam ser resgatados das zonas mais comprometidas do orbe, promovida em função da alegria e do amor que foi construído e vivenciado por todos aqui reunidos.

Lembremo-nos que Jesus é o comandante deste planeta e roga-nos nesse momento, por irradiação do pensamento maior, que intentemos para manter em altaneira posição a bandeira do emissário Ismael, Deus-Cristo-Caridade.

Não podemos deixar de colocar que os frutos citados só aconteceram porque alguns se dispuseram a lutar pelo bem comum, esquecendo de suas querências e fazendo prevalecer a caridade real.

A nossa nação destaca-se entre aquelas que se esforçam a construir o futuro em que o sentimento maior do amor seja vivido por toda humanidade.

A missão de suportar as tribulações refletir-se-á quando exaltarmos a convivência de paz em cada momento da existência. O Coração do Mundo começa em nós.

Brasil, Terra abençoada que nos deu moradia. Brasil, solo fértil dos sentimentos nobres. Brasil, pátria que proporciona às grandes individualidades da terra a oportunidade de servir incondicionalmente.

Por Jesus, por Ismael e em nome de todos espíritos espíritas aqui reunidos, desejamos a todos PAZ.

Pedro de Alcântara
(Mensagem psicografada em 14/10/2018, no 5º Congresso Espírita do Estado do Rio de Janeiro, pelo médium Alexandre Pereira)

FAKE NEWS – O que o Espiritismo tem a ver com isso?

Artigo publicado em 18/12/2017 no site da Federação Espírita Brasileira (FEB)

Agora é moda. Ou seria modismo?!…

O novo é inovador, transformador. Assim é a Boa-Nova, a mensagem do Evangelho de Jesus, oportuna. O Espiritismo também é sempre atual em seu conteúdo.

Ao contrário, o modismo vem e passa, alardeia e some, confunde e desaparece… É comum surgir uma ou outra “novidade” que pretende revolucionar o mundo, como se a roda fosse descoberta a cada momento!

As informações são veiculadas a mancheias e surgem de inúmeros lugares e de replicadores, sem que se saiba ao certo a fonte original. Muito menos se consegue verificar a originalidade ou fidelidade da informação: verdadeira ou falsa?

Um princípio básico do jornalismo é que a fonte deve ser inúmeras vezes checada, conferida, antes de a matéria ser publicada, para se ter certeza de sua origem e autenticidade.

Hoje se fala tudo sobre qualquer coisa, sem nenhum compromisso com o conteúdo, fatos e pessoas. Interessa mais o furo, ser o primeiro a disseminar a novidade. A pressa em compartilhar, postar, divulgar é impressionante e lamentável.

Já ouviram falar em fake news, as tais notícias falsas? Agora, todo mundo está falando sobre isso, no Brasil e no mundo inteiro. Se você não sabe o que é, fique antenado, pois isso é a febre contagiante dos tempos líquidos em que vivemos.

Fala-se o que não se deve, espalha-se o que não se poderia. Notícias falsas, informações incompletas, dados manipulados, meias-verdades, polêmicas, tendenciosidades, extremismos, formação de opiniões…

O que está por detrás da divulgação de mensagens ou notícias falsas? Enganar, iludir, apenas se divertir?!…

*

O Evangelho de Jesus e o Espiritismo têm algo a ver com tudo isso?

Nada melhor que os próprios autores responderem. O que parece novo, não é tão novo assim. Isso porque falsas notícias, inverdades sempre existiram. É que agora, com o poder de impulsão pelas redes sociais, tudo parece ser instantâneo, em tempo real, e a acessibilidade às informações está cada vez mais fácil na sociedade pós-moderna da informação, da ciência e da tecnologia em que estamos imersos.

O cuidado com o trato das fake news não é de agora. Jesus e o Espiritismo já nos apontam como nos comportar diante de tais situações.  Vamos conferir algumas expressões que alertam sobre o assunto:

1)  Não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantaram no mundo (João, Epístola I, cap. 4: 1).

2) A boca fala do que está cheio o coração (Lucas, 12: 34).

3) Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são lobos rapaces. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? Assim, toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. Uma árvore boa não pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos (Mateus, 7:15 a 20.)

4) Tende cuidado para que alguém não vos seduza; porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e seduzirão a muitos. Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; e porque abundará a iniquidade, a caridade de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim se salvará. Então, se alguém vos disser: “O Cristo está aqui, ou está ali”, não acrediteis absolutamente; porquanto falsos cristos e falsos profetas se levantarão e farão grandes prodígios e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse possível, os próprios escolhidos (Mateus, 24:4, 5, 11 a 13, 23 e 24; Marcos, 13:5, 6, 21 e 22.)

5) Deve-se publicar tudo o que os Espíritos dizem? (Allan Kardec, RE, nov. 1859)

6) Antes de falar qualquer coisa, passe pelos três crivos, ou pelas três peneiras: se é bom, verdadeiro e útil (Atribuído a Sócrates).

7) Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea (Erasto. LM, cap. 20, it. 230).

*

É natural nos questionarmos sobre qual deve ser nossa postura diante das informações possivelmente falsas.

Recomendável que o discernimento oriente nossas ações. Assim, oportuno lembrar que, perante as possíveis fake news, devemos:

a) ser cautelosos quanto a novidades e notícias bombásticas;

b) adotar a dúvida, como segurança informacional, sem julgamentos;

c) levantar rigorosamente a fonte da informação;

d) avaliar se o conteúdo é verdadeiro, bom, útil e pertinente; e

e) evitar retransmitir conteúdos duvidosos ou suspeitos por quaisquer meios nas redes sociais: Facebook, Twitter, WhatsApp, e-mail, textos, palestras, conversas, dentre outros.

Lembremo-nos que somos divulgadores, influenciamos e somos influenciados o tempo todo na vida. E, consequentemente, somos responsáveis pelos nossos pensamentos, palavras e ações onde estivermos e aonde formos.

Pensemos no bem! Falemos sobre o bem! Ajamos no bem! Assim, o mundo será melhor para todos nós.

Referências:

DEVE-SE publicar tudo o que dizem os Espíritos? Revista Espírita, nov. 1859. Disponível em: http://www.febnet.org.br/blog/geral/colunistas/deve-se-publicar-tudo-quanto-dizem-os-espiritos/>. Acesso em: 14 dez. 2017.

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 131. ed. 8. imp. (Ed. Histórica). Brasília: FEB, 2017. Cap. 21, it. 1-3.

_____. O livro dos médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 81. ed. 5. imp. Brasília: FEB, 2016. (Ed. Histórica). Cap. 20, it. 230.

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